No dia 19 de março celebramos São José, protetor das Famílias, da Igreja, dos Trabalhadores e de muitas Congregações Religiosas. Muitos cristãos prestam-lhe homenagem e procuram imitar sua vida e nele buscar inspiração, ajuda e proteção.
As principais informações sobre São José são encontradas nos primeiros Capítulos do Evangelho de Mateus e Lucas, que são as notícias mais fidedignas. José nasceu em Belém de Judá (Lc 2,3-4), e deve ter permanecido lá até a idade de 12 anos, pelos costumes judaicos.
José, no Evangelho de Mateus, é honrado com o título singular de “esposo de Maria”, título que lhe vem oficialmente reconhecido na genealogia de Jesus (Mt 1,16) e logo em seguida na narração da concepção virginal (v 19); também a mãe de Jesus, Maria, é frequentemente apresentada como “casada com José” (Lc 1,27; 2,5).
José é o esposo de Maria; Maria é a esposa de José: o matrimônio deles é verdadeiro; Jesus foi concebido pela esposa de José, por obra do Espírito Santo. Todas estas afirmações encontram fundamento no evangelho, a sua realidade é ordenada para a encarnação do Verbo. A origem divina de Jesus, Verbo de Deus, está expressamente afirmada com referência explícita ao Espírito Santo: “Maria se encontrou grávida por obra do Espírito Santo (Mt 1, 18-20)”; “o Espírito Santo descerá sobre ti e a potência do Altíssimo te cobrirá”.
José é classificado entre os descendentes de Davi (Mt 1.16) e frequentemente indicado como “filho de Davi” (Mt 1. 20), da “casa de Davi” (Lc 1,27), da “casa e família de Davi”(Lc 2,4). A messianidade de Jesus passa através de José. Jesus é filho de Davi porque é filho de José. A legitimidade da descendência davídica de Jesus depende unicamente do “verdadeiro” matrimônio de José com Maria. A exigência é que José conserve o vínculo conjugal, (Mt 1,20.24) dê o nome a Jesus (Mt 1,25), reconhecendo juridicamente como próprio o filho de sua legítima esposa. É como filho de Davi, que José toma consigo Maria, e faz Jesus participar da genealogia davídica.
“Maria é chamada a plena de graça e Mãe de Deus, aludindo a Lucas 1,28 no qual o Anjo saúda Maria, identificando-a como cheia de Graça. Em Maria: a Maternidade Divina – Ele será grande, será chamado filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai – o santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus, (Lc 1,32).”
Mateus define José “justo” (Mt 1,19). Esta justiça consiste na atitude assumida por José em relação a Maria e em relação a Jesus. “Sendo José justo, decidiu fazer a vontade de Deus..., respeitar a decisão de Maria e se colocar a serviço de Deus”. A decisão de José de deixar Maria é a consequência do conhecimento da maternidade divina; José considerando-se indigno de coabitar com a mãe de Deus, é impelido a deixá-la, é o senso de grande humildade. A justiça de José consistia, portanto, na atitude reverente para com a vontade divina evidentemente presente, mas que parece ainda não lhe dizer respeito diretamente.
José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício de sua paternidade; justamente assim, ele coopera com o grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos, e é verdadeiramente “ministro da salvação”. Jesus percorreu o “caminho do homem”, entrando na história dos homens através de uma família.
A vocação de José não lhe possibilitou apenas de ser o digno esposo de Maria, mas Deus deu-lhe um coração de Pai, para que o Filho pudesse ver nele espelhada a imagem do Pai que ele na sua Pessoa Divina refletia desde a eternidade. José, mais do que qualquer outro pai, sempre teve a consciência do serviço da paternidade responsável, e constitui um luminoso exemplo para os pais.
Homem totalmente empenhado, todo para Maria e para Jesus. José é o tipo do evangelho que Jesus anunciará como programa para a redenção da humanidade; é o modelo dos humildes que o cristianismo eleva a grandes destinos; é a prova que para sermos bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias grandes coisas, mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, verdadeiras e autênticas.
Em José, os pais têm o mais sublime modelo de pai e exemplo de amor, concórdia e fidelidade, humildade, trabalho, silêncio. São Bernardo diz: ele supera a todos, porque “a ele, José, foi concedido não somente de vê-lo e ouvi-lo, mas de carregá-lo, segui-lo em seus passos, abraçá-lo, beijá-lo, nutri-lo e cuidar dele”.
Existem muitas Congregações Religiosas que vivem a espiritualidade ou são inspiradas na vida de São José. A Congregação das Irmãs de São José, por exemplo, leva seu nome para que a seu exemplo vivam a simplicidade, relações de cordial caridade, serviço, silêncio, como viviam Jesus, Maria e José.
Organizado por Ir. Maria Pascuali, ISJ
Fontes: Várias.
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